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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Abrandar

Às vezes, na correria dos dias, entre os preparativos para o encerramento do ano lectivo e as mil e uma solicitações das escolas de cada uma das filhas, é difícil parar, recuperar o fôlego, respirar profunda e pausadamente, abstraírmos-nos  do ruído que há em volta até este ser um murmúrio de fundo e ligarmo-nos ao que é essencial, ao que nos alimenta a alma e pacifica o espírito.






E chegar a casa e ler o que alguém,  do outro lado do mundo, escreveu:


"Today I'm reminding myself to live intentionally.  To really pause and take notice and revel in the everyday.  Some weeks I find myself getting to Friday and feel like I'm flying a little on auto pilot.. As I boiled the kettle for the third time this morning, I stopped and noticed magpie calling from the roof top, I listened to the clink of the spoon in my mug and watched in delight as my sweet little cheeky toddler twirled merrily in front of me.  I settled for that moment in the bliss of the day, and realised that it takes a constant reminder, a gentle touch of the soul, to live with this sense of presence and place. "

Bom fim de semana!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Cores e formas - No Inverno

Tivemos uns dias de sol maravilhosos, se não fosse o frio quase nos esquecíamos que estamos no Inverno.
Andei ocupada, andei apressada, mas mesmo assim ia reparando nas singularidades desta estação. "Tão bonito" pensava eu " amanhã trago a máquina!" mas os dias passaram e só ontem quando o tempo começou a mudar é que eu peguei na máquina para registar o que me chamou a atenção .
Mas oh! Onde está o sol? Que chatice, nuvens! Com o céu azul ficava muito mais bonito ...
Foi quase sem sol e umas vezes sem azul que tirei estas fotos; apenas algumas de muitas outras que pretendo tirar; mesmo quando tenho um grupinho de taxistas a olharem de soslaio para mim ou as coleguinhas da minha filha que lhe perguntavam " porque é que a tua mãe está a tirar fotografias àquela árvore?" :)




Esta árvore chama-se Melia Azedarach e é uma das minhas preferidas, ao pé da escola da minha filha existem várias, e é no Inverno, depois de perderem as folhas, que ficam assim, engalanadas com estas bolinhas amarelas, parece que foi desenhada por um qualquer designer escandinavo!
Adoro as formas dos ramos e das bolinhas, o castanho e o amarelo em contraste com o céu azul, ou então, quando chegam as nuvens, pedimos emprestada uma parede de um prédio qualquer para servir de fundo :)






Os plátanos também vão perdendo as suas folhas e pendidos nos seus ramos vemos estes ouriços que mais parecem bolas de Natal que alguém se esqueceu de tirar ...




Associo as laranjas a um fruto de Verão mas é agora que as podemos encontrar em todo o seu esplendor; acho que é uma maneira de nos trazerem um pouco de sol naqueles dias mais cinzentos!


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Por aqui

Almoços no terraço para aproveitar este solinho maravilhoso.



O encantamento quase infantil de ver os bolbos despontarem e sentir o cheirinho dos jacintos.



A 1ª de muitas caminhadas que pretendo dar este ano.
Depois de uma breve pesquisa, descobri que aqui perto, no concelho de Mafra, havia uma aldeia abandonada desde os anos 60 mas cuja existência data do séc. XVI!
Eu cá adoro uma boa caminhada no meio do mato e adoro ruínas portanto foi uma estreia perfeita!
Aqui ficam algumas fotos da aldeia de Broas.












Esta descrição estava numa caixa ( cache) de geocaching que encontramos na aldeia; actividade praticada pelo meu cunhado e que me começa a suscitar cada vez mais interesse ;)



terça-feira, 18 de novembro de 2014

( )

Na correria dos dias é preciso abrir parênteses e, por momentos, abstraírmo-nos da realidade que às vezes é quase claustrofóbica ... parar um pouco, respirar um pouco mais fundo; ficar a observar um gafanhoto (que esteve uma semana parado no mesmo sítio!); apanhar ramos com bagas nas grades da escola ( practicamente foi uma luta corpo a corpo porque o arbusto é daqueles fibrosos que não partem   -_-), levar as mãos aos bolsos e recuperar um fragmento do fim de semana, cheirar. Finalmente já em casa, observar os passarinhos no quintal da vizinha; acender umas velas, não ligar a televisão nem o computador, ficar em silêncio com o gato a ronronar no colo e simplesmente deixar-me estar a ver a chama a tremelicar ... ou então fazer doce de abóbora ou biscoitos com as filhotas; não importa que o resultado final não seja o desejado, o que importa foi o processo, quando se misturam os ingredientes e se põe as mãos na massa, essa é a parte divertida!
Enfim pequenos balões de oxigénio que ajudam a passar os dias...
Fechar parênteses ( tenho de ir trabalhar).





terça-feira, 29 de julho de 2014

Em contagem decrescente

Já tenho dito várias vezes que o mês que antecede as férias para mim é assim uma espécie de maratona em que os últimos dias são aqueles km's que custam mais a correr mas que temos mesmo de os fazer para finalmente cortarmos a meta.
O mês de Julho foi penoso mas nem assim me distraí das pequenas grandes coisas do dia a dia: as subtilezas da natureza, as parvoíces das minhas filhas, o convívio com a família e os amigos e a admiração pela paciência que o meu marido tem para me aturar!
Faltam dois dias para as tão ansiadas férias; este ano não vamos para fora cá dentro; entre a presença obrigatória nos checks ins e check outs no Chão Verde (que felizmente está a correr muito bem) e entre uma cirurgia marcada já para o início das férias à pipoca mais nova, vamos acabar por  ficar por casa.
Staycation, é o estrangeirismo que se dá à opção ( mais ou menos forçada) de passar as férias em casa; a ideia é ficar por casa e tirar o melhor partido daquilo que nos rodeia e nesse aspecto estamos muito bem servidos, desde usufruir das praias da linha de Sintra, Cascais ou Ericeira, dar um pulinho a Sesimbra, Arrábida ou Tróia, passear por Lisboa e descobrir jardins, esplanadas, museus e até quem sabe concertos ao ar livre, as possibilidades são imensas.
Também queremos fazer umas mudanças e limpezas cá em casa, mas se não apetecer também não faz mal, quero acima de tudo desacelerar, não me preocupar com horários e fazer as coisas quando tenho vontade, ou então não vale a pena, detesto fazer as coisas por obrigação.
E há lá coisa melhor do que dormirmos na nossa caminha, com a nossa almofada e enroscados no edredon? E é o que o mês de Julho tem tido de bom, temperaturas amenas e noites frias ( detesto dormir com calor).
E as vossas férias como estão/ vão ser ?




terça-feira, 3 de junho de 2014

Voltar

Aos caminhos da minha infância.
Foi o que fiz no sábado. Ia apenas buscar a pequenota a casa dos avós, mas já há algum tempo que havia uma espécie de magnetismo que me puxava para um certo caminho e hoje não foi excepção; sigo ou viro?
Virei, parei o carro e percorri os caminhos onde já não passava desde criança.
Só ouvia o som dos meus passos, o rumor do vento na folhagem, os pássaros e lá ao fundo a água!
O trilho está limpo, não foi esquecido, mas também como esquecer e abandonar um sítio destes? Como é que eu passei tantos anos sem voltar?
Vejo a velha Azenha, a mó ainda está no mesmo sítio; a figueira cresceu, vê-se o rio, ouve-se a cascata!
Desço pelas pedras e pelas raízes, passo rente à água, salto mais umas pedras e lá está ela : A Cascata do Mourão!
Que saudades! As árvores cresceram tanto, o lago parece mais pequeno ... que lindo! Que paz! Sento-me numa pedra e ali fico um bom bocado. Fui tão feliz aqui, tantas vezes desci e subi este rio de pedra em pedra, à procura de uma passagem onde não molhássemos os pés.
Que pena as minhas filhas não terem esta liberdade; são meninas da cidade e mesmo se as levasse ( que as hei-de levar) hesitariam ao saltar as pedras, teriam medo de cair ... corri e saltei tanto, caí e arranhei-me tanto ... fui tão livre!
Foi tão bom voltar!