sábado, 5 de maio de 2012

Voltinha Saloia

Hoje , pela 475982 ª vez fomos dar um passeio ao sítio do costume ( não, não fomos ao Pingo Doce ); fomos pela estrada de Colares até à Praia Grande e depois fomos comer um pão com chouriço ao mercado de Almoçageme.
Sou uma priviligiada por viver num sítio tão bonito; a serra de Sintra e os seus arredores nunca cansam e há mil e um detalhes para desfrutar ...
Infelizmente fiquei sem bateria na máquina e não consegui captar tudo aquilo que queria para o meu " acervo " ... não faz mal, fica para o 475983º passeio ; )

A 1ª paragem que fizemos foi numa lojinha de cerâmica que existe em Galamares há 20 e tal anos, chama-se Loja da Quinta e  tem peças de cerâmica e tapetes muito bonitos.






Tive de trazer este para casa ... so pretty :) 


Depois de uns momentos passados na praia a relaxar e a ver as minhas gaivotazitas ( como diz a minha avó Capitolina ) a brincar, fomos até ao mercado de Almoçageme, que, embora ainda lá tenha alguns agricultores locais a vender frutas e legumes sazonais e típicos da região, já se vê bancas com ananazes, mangas, alcachofras ... enfim não se pode dizer que seja muito típico ... já o pãozinho com chouriço é muuuuito típico e sabe sempre tão bem comer um ainda a fumegar :)





sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pela rua abaixo

Quando vou levar a minha filha à escola gosto de espreitar os quintais dos vizinhos ; é uma rua antiga, com casas da década de 50 / 60, todas têm um páteozinho à frente, nalgumas casas há jardins cuidados com lindas flores noutras há solidões e abandonos e velhinhos à janela à espera de um sorriso ou de uma aceno de quem passa ... nessas casas paro, não parar tirar fotos mas para sorrir e acenar  a quem me espreita por trás do vidro de uma janela de uma casa de uma rua de uma cidade  de um país que se esquece dos velhos ...







quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pózinhos de perlimpimpim

Às vezes, quando chego casa um pouco mais cansada ou stressada, abro a porta do armário da cozinha e inspiro o cheirinho a canela que de lá emana...
Este hábito já vem de casa dos meus pais, também a minha mãe punha uma tacinha com canela para os armários da cozinha cheirarem bem e eu fiz o mesmo cá em casa.
Cheirar esta especiaria tranquiliza-me imediatamente e faz-me lembrar a minha mãe ... é uma espécie de aromoterapia caseira ; )


terça-feira, 1 de maio de 2012

Viver o presente

Apercebo-me com frequência que é raro viver o presente; viver mesmo, usufruir, desfrutar o momento presente, quase sempre divago entre projectos e sonhos que gostaria de concretizar num futuro mais ou menos próximo ou perco-me em recordações do passado.
O presente depressa passa a passado como sabemos, o tempo passa demasiado depressa na ânsia que chegue a hora de ir para a cama dormir, ou que chegue mais um fim de semana ou as férias ... concentramo-nos estúpidamente no futuro, imediato ou longínquo; não nos empenhamos a 100% no trabalho e volta e meia olhamos para o relógio para ver se o dia está a chegar ao fim para regressarmos a casa; uma vez chegados a casa passa-se a " swifer" para tirar o cotão que se vai acumulando, prepara-se o jantar, arruma-se a cozinha ( deteeeeeesto arrumar a cozinha depois do jantar ), deitam-se os filhos e ... é isto ... mas é isto o quê ?
É ter uma bébé linda e saudável nos braços que se aconchega ao meu corpo que me olha nos olhos que me puxa os fios de cabelo com as suas mãozinhas e que aos poucos vai adormecendo; é ter outra filha com o brilho de todas as estrelas nos olhos que me devolve um sorriso desdentado e me pede festinhas nas costas enquanto vemos um pouco de televisão; é partilhar silêncios cúmplices com o marido; é ter saúde, é ter uma família unida que se ama verdadeiramente, é ter uma casa confortável, é ter um emprego ... e é queixarmo-nos de barriga cheia; em vez de estar grata pelo que tenho suspiro pelo que poderia ter ou fazer; a vida a maior parte das vezes é cheia de rotinas monótonas e repetitivas, mas acho que as coisas são mesmo assim ... e quando não são, ou é porque teria uma vida tipo Gonçalo Cadilhe a palmilhar esse mundo ( mas concerteza ele também deve ter momentos de tédio, em que suspira talvez com um bébé para embalar nos braços e um sorriso desdentado a quem dar as boas noites )ou então essas rotinas são abruptamente interrompidas por motivos de doença ou desemprego ...
Acho que somos mesmo um bicho complicado que nunca estamos satisfeitos.
Acho que vou passar a fazer um "exercício" idêntico ao que a autora deste blog http://www.soulemama.com/soulemama/2012/04/-right-now--1.html  faz:  viver o presente com os 5 sentidos bem apurados e usufruir o momento com toda a disponibilidade mental e emocional :)


domingo, 29 de abril de 2012

Da minha outra janela

Não conseguindo ( nem fazendo muita questão ) de fugir ao cliché, a internet é de facto uma janela para o mundo; graças a ela tenho visto e lido imagens e textos absolutamente inspiradores; ou de pessoas anónimas e amadoras, que tal como eu, gostam de partilhar as pequenas grandes coisas do dia a dia através dos seus blogues e que me movem e comovem de uma certa maneira, e depois há os profissionais que utilizam esta meio para promover o seu trabalho.
Como é o caso da fotógrafa canadiana Irene Suchocki de quem sou uma grande admiradora .










sexta-feira, 27 de abril de 2012

Só neste país ...

Na viagem que fizemos recentemente à Guarda, decidimos ir pelas estradas nacionais, evitando a A1 e a A23 para não pagar portagens ...
Para lá conseguimos, demoramos mais uma ou duas horinhas mas como íamos sem pressa, valeu a pena; principalmente pelas paisagens que se vêem nesta altura do ano.
Do Alto Alentejo guardo a imagem dos prados salpicados de flores roxas, das cegonhas e das árvores com cachos brancos na barragem de Montargil; da Beira Baixa os tufos de alfazema que pintam os campos, as estevas com as suas flores de papel e as giestas; e da Guarda trago o perfume dos liláses que se encontram em todos os quintais e a imagem das macieiras em flor.
Como ia integrada na " caravana dos herdeiros " não deu para parar sempre que queria ( e foram tantas as vezes que quis parar ) para tirar algumas fotos :(
Na viagem de regresso tentámos vir novamente pelas estradas secundárias e constatámos com indignação que as direções que nos são dadas nos obrigam praticamente a seguir pela A23, sendo as indicações para outras estradas praticamente inexistentes; temos de vir com muita atenção e a maior parte das vezes seguir instintivamente a direcção oposta pois sabemos que se seguirmos a indicação disponível vamos parar à A23 ... enfim, só neste país, como diz a canção do Sérgio Godinho ...
Temos um país lindo com coisas fantásticas mas noutras isto parece uma máfia !