terça-feira, 8 de maio de 2012

As histórias que vieram morar cá para casa

A garrafa onde se guardavam as sanguessugas para " tirar os maus humores "

Aqui o pote dos biscoitos ( os esquecidos, como eram chamados lá em casa ) que estava sempre em cima da mesa, nesta foto está em cima de uma das muitas peças de linho que eu trouxe e o banquinho que se vê nas fotos era onde a mãe do meu sogro se sentava para verificar a comida que estava ao lume e onde por vezes amamentava os 9 filhos.

À esquerda o jarro onde se aquecia o leite, à direita o pote onde se guardava a banha e em baixo o
 " barranhão " onde se temperavam as carnes para os enchidos.


O prato onde se serviam as refeições quando íamos lá de férias e uns lindos bules que felizmente ninguém quis :)

Mais um lindo prato usado em dias de festa, uma tigela e um prato de uso diário e a lanterna usada para ir à loja ( leia-se piso térreo onde estavam os animais ) ou  à rua de noite


Esta vassourinha era a que usavam para varrer a casa ( não havia vassouras de cabo ), a cafeteira azul tem perto de 200 anos, a outra é mais recente e era a que usavam habitualmente para fazer o café, a travessa também a achei muito bonita e consegui trazê-la.


Aqui podemos ver uma caixa de latão onde se guardavam cartas e documentos importantes; um canivete do pai do meu sogro; a caixa de lata era a caixinha da costura; o chifre era onde se guardava a pólvora e a rodilha ou " sogra"  era o que as mulheres usavam na cabeça para transportarem potes com água, alguidares e até mesmo lenha que equilibravam em cima da cabeça.



Jogo de dominó usado habitualmente guardado numa caixa de sabonetes


Algumas peças mais "finas" que eram utilizadas em ocasiões mais especiais.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Que futuro ?

A semana passada ouvi, assim de raspão na rádio, que nos últimos cinco anos aumentou em 80% a compra de medicamentos para a hiperactividade e a concentração das crianças ... eu, como educadora, já me habituei a que os pais digam que os seus filhos são hiperactivos ... eles sabem lá o que é a hiperactividade, as crianças são, de uma maneira geral, activas, curiosas, barulhentas mas não são TODAS  hiperactivas !
Os pais também preocupam-se cada vez mais ( e desde tenra idade ) se os filhos já sabem escrever o nome, se já sabem contar até 100, se já sabem o alfabeto de cor etc etc como se uma criança de 3 anos já devesse saber o mesmo que uma de seis; costumo dizer aos pais que não devemos começar a casa pelo telhado, que há uma série de coisas a explorar e a descobrir sobre o meio que as rodeia e que eles têm muito tempo para aprenderem a escrever e a contar; evidentemente que se uma criança me pergunta quais as letras do seu nome ou que nº é aquele eu respondo, satisfazendo a sua curiosidade.
Acho que os pais, como principais educadores, deviam ler mais aos seus filhos, levá-los mais a passear, em vez de se meterem em centros comerciais e deixá-los sujarem-se mais ... enfim, isto agora dava para aqui pano para mangas; mas estamos a seguir o rumo errado no que diz respeito à educação dos nossos filhos, estamos a dar prioridade ao que efectivamente não é de todo assim tão importante e estamos a criar uma sociedade assustadora com as crianças ( amanhã adultos ) todas formatadas ... ao ouvir a notícia na rádio, lembrei-me de imediato de algumas palestras  que ouvi de Ken Robinson( http://sirkenrobinson.com/skr/ ) sobre educação, que são absolutamente brilhantes; o homem é genial e tem muito sentido de humor também ! Vejam e sobretudo oiçam pois vale mesmo a pena ;)

Changing Education Paradigms



Bring on the learning revolution


 School kill creativity

domingo, 6 de maio de 2012

Obrigada

Obrigada mãe por me teres proporcionado uma infância tão feliz, por me teres guiado durante a adolescência e por estares sempre sempre presente. Amo-te tanto, todos os dias .

Um obrigada às minhas filhotas por me proporcionarem momentos tão felizes e gratificantes e  por me mostrarem o que é o verdadeiro amor incondicional. Amo-vos tanto, todos os dias.








sábado, 5 de maio de 2012

Voltinha Saloia

Hoje , pela 475982 ª vez fomos dar um passeio ao sítio do costume ( não, não fomos ao Pingo Doce ); fomos pela estrada de Colares até à Praia Grande e depois fomos comer um pão com chouriço ao mercado de Almoçageme.
Sou uma priviligiada por viver num sítio tão bonito; a serra de Sintra e os seus arredores nunca cansam e há mil e um detalhes para desfrutar ...
Infelizmente fiquei sem bateria na máquina e não consegui captar tudo aquilo que queria para o meu " acervo " ... não faz mal, fica para o 475983º passeio ; )

A 1ª paragem que fizemos foi numa lojinha de cerâmica que existe em Galamares há 20 e tal anos, chama-se Loja da Quinta e  tem peças de cerâmica e tapetes muito bonitos.






Tive de trazer este para casa ... so pretty :) 


Depois de uns momentos passados na praia a relaxar e a ver as minhas gaivotazitas ( como diz a minha avó Capitolina ) a brincar, fomos até ao mercado de Almoçageme, que, embora ainda lá tenha alguns agricultores locais a vender frutas e legumes sazonais e típicos da região, já se vê bancas com ananazes, mangas, alcachofras ... enfim não se pode dizer que seja muito típico ... já o pãozinho com chouriço é muuuuito típico e sabe sempre tão bem comer um ainda a fumegar :)





sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pela rua abaixo

Quando vou levar a minha filha à escola gosto de espreitar os quintais dos vizinhos ; é uma rua antiga, com casas da década de 50 / 60, todas têm um páteozinho à frente, nalgumas casas há jardins cuidados com lindas flores noutras há solidões e abandonos e velhinhos à janela à espera de um sorriso ou de uma aceno de quem passa ... nessas casas paro, não parar tirar fotos mas para sorrir e acenar  a quem me espreita por trás do vidro de uma janela de uma casa de uma rua de uma cidade  de um país que se esquece dos velhos ...







quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pózinhos de perlimpimpim

Às vezes, quando chego casa um pouco mais cansada ou stressada, abro a porta do armário da cozinha e inspiro o cheirinho a canela que de lá emana...
Este hábito já vem de casa dos meus pais, também a minha mãe punha uma tacinha com canela para os armários da cozinha cheirarem bem e eu fiz o mesmo cá em casa.
Cheirar esta especiaria tranquiliza-me imediatamente e faz-me lembrar a minha mãe ... é uma espécie de aromoterapia caseira ; )


terça-feira, 1 de maio de 2012

Viver o presente

Apercebo-me com frequência que é raro viver o presente; viver mesmo, usufruir, desfrutar o momento presente, quase sempre divago entre projectos e sonhos que gostaria de concretizar num futuro mais ou menos próximo ou perco-me em recordações do passado.
O presente depressa passa a passado como sabemos, o tempo passa demasiado depressa na ânsia que chegue a hora de ir para a cama dormir, ou que chegue mais um fim de semana ou as férias ... concentramo-nos estúpidamente no futuro, imediato ou longínquo; não nos empenhamos a 100% no trabalho e volta e meia olhamos para o relógio para ver se o dia está a chegar ao fim para regressarmos a casa; uma vez chegados a casa passa-se a " swifer" para tirar o cotão que se vai acumulando, prepara-se o jantar, arruma-se a cozinha ( deteeeeeesto arrumar a cozinha depois do jantar ), deitam-se os filhos e ... é isto ... mas é isto o quê ?
É ter uma bébé linda e saudável nos braços que se aconchega ao meu corpo que me olha nos olhos que me puxa os fios de cabelo com as suas mãozinhas e que aos poucos vai adormecendo; é ter outra filha com o brilho de todas as estrelas nos olhos que me devolve um sorriso desdentado e me pede festinhas nas costas enquanto vemos um pouco de televisão; é partilhar silêncios cúmplices com o marido; é ter saúde, é ter uma família unida que se ama verdadeiramente, é ter uma casa confortável, é ter um emprego ... e é queixarmo-nos de barriga cheia; em vez de estar grata pelo que tenho suspiro pelo que poderia ter ou fazer; a vida a maior parte das vezes é cheia de rotinas monótonas e repetitivas, mas acho que as coisas são mesmo assim ... e quando não são, ou é porque teria uma vida tipo Gonçalo Cadilhe a palmilhar esse mundo ( mas concerteza ele também deve ter momentos de tédio, em que suspira talvez com um bébé para embalar nos braços e um sorriso desdentado a quem dar as boas noites )ou então essas rotinas são abruptamente interrompidas por motivos de doença ou desemprego ...
Acho que somos mesmo um bicho complicado que nunca estamos satisfeitos.
Acho que vou passar a fazer um "exercício" idêntico ao que a autora deste blog http://www.soulemama.com/soulemama/2012/04/-right-now--1.html  faz:  viver o presente com os 5 sentidos bem apurados e usufruir o momento com toda a disponibilidade mental e emocional :)