segunda-feira, 11 de junho de 2012

Lisboa em Junho

Lisboa está em festa ! No sábado passamos pela Rua Augusta e ficamos com muita vontade de voltar com mais tempo num destes próximos fins de semana, para calcorrear aquelas ruas e travessas, ver os manjericos à janela, sentir o cheiro a sardinha assada, ver os bairros engalanados a preceito para receber os Santos Populares, subir até ao castelo no 28 e gritar cá de cima AMO-TE LISBOA !











sábado, 9 de junho de 2012

Ápiii

Quando a minha bébé está contente com alguma coisa diz ápiii em vez de iupi; acho engraçado porque sem querer acaba por dizer happy que no fundo é o que iupi quer dizer :)
Foi o que ela disse à bocado quando se apercebeu que íamos comer crepes !

É claro que a foto não faz jus ao prazer que é comer um crepe recheado de Nutella, ou mesmo regado com mel ou simplesmente salpicado com canela e icing sugar ... como já disse não percebo nada de fotografia e muito menos de styling por isso aqui fica a foto possível tirada rapidamente antes que os crepes arrefeçam ;)



 :)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Pancadas

Adoro flores mas, com muita pena minha, não tenho muito jeito para cuidar delas; mesmo assim tenho algumas no terraço e as minhas preferidas são mesmo as bolbosas como os narcisos, as tulipas, frésias, muscaris e jacintos, o resto do ano tenho essencialmente sardinheiras que acabam por ser as mais resistentes e coloridas como eu gosto.
Antes quando encontrava flores no campo, como madressilvas, lírios etc apanhava-as para as trazer para casa, ultimamente, sem eu saber muito bem porquê, não tenho coragem para as cortar, sinto que não tenho esse direito e que o  meu egoísmo as vai condenar a uma morte mais precoce, então não as apanho pois acho que elas ficam melhor no sítio onde estão, seja num vaso aqui no terraço ou na beira da estrada.
Sinceramente prefiro aquelas que se vendem nas floristas ou supermercados, segundo a minha teoria absolutamente esquisofrénica, acho que elas são criadas numa espécie de "aviário" e que eu, ao comprá-las, estou a libertá-las e a proporciornar-lhes um fim de vida mais digno ( apesar de saber que desta forma alimento este negócio ), o que até nem acontece assim muito porque acho as flores caríssimas e então raramente tenho flores em casa :p
Cada maluco com a sua pancada ...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Era capaz de me habituar a esta vida

A minha filhota mais velha está doente com uma faringite, então eu e o pai temos alternado,  eu vou trabalhar de manhã e ele à tarde, ou seja tenho passado as tardes em casa com a minha mémé.
Como sei que à tarde não vou trabalhar, as manhãs têm sido muito mais produtivas e sinto-me mais focada e empenhada em fazer o meu trabalho ; à tarde cuido da minha filha mas também faço outras coisas cá em casa que habitualmente ficam para fazer no fim de semana, pois à tardinha quando chego a casa não tenho tanto tempo nem pachorra para tratar desses afazeres domésticos; dá ainda para dormir uma sesta, ler ou ver os meus " confort blogues ".
Como já aqui referi vivemos numa era de auto escravidão imposta pela maneira absolutamente imbecil como organizamos a nossa sociedade; acho que não era assim tão despropositado organizarmos os nossos horários laborais de outra forma para , não só termos tempo para dedicar à família, como também termos tempo para organizar a casa , ir tratar de assuntos nos mais variados serviços ou simplesmente ir ao ginásio ou passear com os filhotes; de certeza que ficaríamos com outra disposição e o trabalho seria muito mais produtivo, que, como todos nós sabemos, é um dos nossos maiores problemas, somos o ou um dos países em que mais horas trabalhamos e em que a produtividade é menor, se calhar, mesmo trabalhando menos horas seríamos mais produtivos pois não andaríamos tão esgotados, já para não falar na possível descida  do desemprego, digo eu que não percebo nada de políticas laborais, sociais e económicas ... (não sei é como é que seria a nível da remuneração) ...
Nalguns países nórdicos já há quem trabalhe a tempo parcial e os resultados são bastante satisfatórios mas aí a mentalidade das pessoas não tem nada a ver com a nossa :/



e assim teríamos mais tempo de qualidade :)

terça-feira, 5 de junho de 2012

Os trolls

Que me impedem de passar a ponte para o outro lado...
Detesto manuais de instruções, detesto mesmo, não tenho paciência absolutamnete nenhuma para os ler !
Gosto cada vez mais de fotografia mas nunca me dei ao trabalho sequer de ler o manual de instruções para, pelo menos, conhecer melhor as suas funcionalidades, quanto mais decifrar aquelas aplicações online com dicas para "trabalhar" as fotografias .
Gostava de aprender a costurar, mas só de olhar o manual de instruções da máquina parece mais que estou prestes a montar um foguetão da Nasa ,e ainda por cima está em francês ...
E assim vou deixando para amanhã o que posso fazer hoje, contentando-me com o assim assim em vez de aspirar pelo melhor e adiando a concretização de alguns projectos que tenho na gaveta por pura preguiça ... ... mas é que eu detesto mesmo... muito :(

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Literatura Infantil II - O Nabo Gigante

Ultimamente tenho lido este livro à "piquena"; assim que está despachadinha e pronta para ir para a cama começa : " históia, pôco, mu, cócó " e já sei qual é que ela quer :)
A história está engraçada e as ilustrações da Niamh Sharkey são encantadoras.





sábado, 2 de junho de 2012

Um passo de cada vez

Após ter lido este post aqui  e os restantes comentários, concluí que quase todos sentimos a falta do mesmo : dos avós, dos dias longos e despreocupados e da liberdade de poder andar na rua à vontade, sem medos.
A minha resposta à pergunta : "do que mais sente falta do tempo em que era pequena. " foi precisamente a falta da liberdade de andar na rua.
Recordo com saudade os momentos felizes da minha infância; que foram muitos, graças às pessoas com as quais cresci e à sorte de ter crescido numa aldeia onde todos se conheciam e onde nos sentíamos em segurança, mesmo quando íamos para o rio armados em Indiana Jones.
Não é de agora que constacto com tristeza que a infância das minhas filhas vai ser muito diferente da minha; eu e a minha irmã desde que nos levantáva-mos até à hora do jantar passávamos o dia na rua a brincar com os amigos, nós não sentíamos medo e os meus pais não tinham as preocupações que hoje temos com a falta de segurança ( mesmo nas aldeias ); a minha filha mais velha vai fazer 8 anos e o dia a dia é passado entre casa e escola e escola e casa; não tem amigos onde vive, ( os únicos que tem são os da escola que vivem longe de nós porque ela frequenta a escola perto do nosso local de trabalho ), quando está em casa está sempre connosco, é claro que vamos passear, tentamos fazer programinhas interessantes, também temos a sorte de ter uma casa de fim de semana no pinhal com bastante espaço onde ela pode brincar à vontade com a irmã,  MAS ... o busílis da questão ( sempre quis aplicar esta palavra numa frase :p ) é que efectivamente a minha filha, e as crianças de hoje em dia em geral, não têm liberdade absolutamente nenhuma e isso é muito muito  triste.
A realidade é que as ruas já não são seguras, não sei o que se passou nos últimos 30 anos, mas antes as crianças da aldeia e até da cidade brincavam em segurança nas ruas e hoje em dia isso já não é possível sem a supervisão dos pais; para mim isso é dramático e sinceramente não sei o que podemos fazer para alterar a situação ...

Hoje estamos as três sozinhas em casa e pensamos em fazer queijadas à tarde mas faltáva-nos alguns ingredientes, então perguntei-lhe se queria ir à mercearia da rua comprar o que faltava; olhou para mim com os olhos muito abertos e um sorriso rasgado e exclamou um " A sério ????????????? "
Foi a 1ª vez que ela saiu de casa sozinha, dei-lhe uma carteirinha com uma nota de 5 €, disse-lhe para ir descansada que eu a ficava a ver daqui do terraço e lá foi ela tão contente, a sentir-se tão responsável e crescida; eu fiquei um pouco preocupada confesso, pois vivemos numa rua bastante movimentada, mas achei que era um passo importante que de alguma forma tenta contrariar este ambiente de medo e insegurança que todos nós vivemos.
Fiquei muito emocionada e cheia de orgulho ao vê-la cá de cima do 4º andar a afastar-se determinada pelo passeio, a atravessar a estrada de forma responsável e a voltar com o seu saquinho de compras e mil estrelas no olhar e no sorriso :)
Um pequeno passo para a humanidade um grande passo para a minha bébé !

Infelizmente não me lembrei de tirar uma foto para a posterioridade :(